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Ucrânia sob pressão: ataques russos ameaçam sistema energético e avanço sobre Pokrovsk intensifica risco estratégico

A ofensiva russa contra a Ucrânia ganhou novo fôlego com ataques direcionados à infraestrutura energética e avanços militares no leste do país. Em poucos dias, usinas, subestações e cidades estratégicas foram alvos de bombardeios, ampliando a crise humanitária e colocando em risco a segurança nuclear. Ao mesmo tempo, o cerco à cidade de Pokrovsk, em Donetsk, reacende o temor de uma virada militar a favor de Moscou.

Ataque mortal a usina em Sloviansk

Na quinta-feira (30), um ataque russo atingiu uma estação de energia em Sloviansk, no leste ucraniano, matando duas pessoas e ferindo outras. O presidente Volodymyr Zelenskiy condenou o episódio como “terrorismo puro”, afirmando que Moscou tem como objetivo destruir a infraestrutura civil essencial às vésperas do inverno.
Segundo as autoridades locais, o bombardeio provocou danos severos à rede elétrica da região, deixando milhares sem energia e comprometendo o abastecimento em cidades vizinhas.

Subestações vitais para usinas nucleares sob ataque

Paralelamente, o governo ucraniano denunciou ataques russos a subestações elétricas que alimentam usinas nucleares em funcionamento no país — um movimento que acende alertas internacionais.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), as instalações próximas às usinas de South Ukraine e Khmelnitskyi perderam temporariamente o acesso às suas linhas externas de energia, elemento crucial para o resfriamento dos reatores.

Autoridades de Kiev afirmaram que tais ataques representam “uma ameaça direta à segurança nuclear global” e configuram violações graves do direito internacional humanitário. A AIEA confirmou que a situação foi estabilizada, mas classificou o episódio como “extremamente preocupante”.

Pokrovsk: o novo epicentro do conflito

Enquanto lida com a destruição de sua rede energética, a Ucrânia enfrenta uma ofensiva terrestre de grandes proporções em Pokrovsk, na região de Donetsk.
A cidade é considerada estrategicamente vital por estar localizada em um importante eixo logístico que conecta o leste ao restante do país. Caso caia, abriria caminho direto para o avanço russo em direção ao interior ucraniano.

Fontes militares indicam que Kiev está reforçando fortificações, trincheiras e posições antitanque na área, transformando Pokrovsk em uma verdadeira “fortaleza defensiva”. A perda da cidade representaria um golpe significativo às capacidades operacionais ucranianas.

Energia, território e sobrevivência

Os três acontecimentos — o ataque em Sloviansk, a ofensiva contra subestações nucleares e o cerco a Pokrovsk — compõem um quadro alarmante da fase atual da guerra.
A Rússia parece apostar em uma estratégia de desgaste total, mirando tanto a infraestrutura civil quanto posições militares críticas para enfraquecer a resistência ucraniana.

Para Kiev, o desafio vai além do campo de batalha: trata-se de manter o país funcionando, garantir o fornecimento básico de energia e evitar que o medo e o frio do inverno se tornem armas nas mãos do inimigo.

Conclusão:
Com a escalada dos ataques e o risco crescente de uma crise energética e nuclear, a guerra na Ucrânia entra em uma fase de vulnerabilidade extrema. Cada usina danificada e cada cidade ameaçada reforçam que o conflito deixou de ser apenas territorial — tornou-se uma disputa pela sobrevivência de um país inteiro diante da pressão implacável de Moscou.

Vídeo no canal: https://youtu.be/ZU5ok8IbCNQ

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