O início de 2026 confirma uma tendência que já vinha se consolidando nos últimos meses: a intensificação da guerra aérea entre Rússia e Ucrânia. Ataques com drones, bombardeios contra capitais e disputas narrativas envolvendo líderes internacionais mostram que o conflito entra em uma nova fase, cada vez mais distante das linhas de frente tradicionais.
Ataque russo em Kiev deixa civil morto
Nos primeiros dias de janeiro, forças russas realizaram um ataque aéreo contra a região de Kiev, resultando na morte de pelo menos um civil — o primeiro óbito registrado na capital ucraniana neste ano. Além da vítima fatal, o ataque provocou incêndios em áreas residenciais, feriu outra pessoa e levou à evacuação de moradores.
O episódio reforça uma preocupação constante do governo ucraniano: mesmo com sistemas de defesa aérea operando, áreas civis continuam sendo atingidas, ampliando o impacto humano da guerra. Moscou, como de costume, não comentou oficialmente o ataque.
Rússia acusa Ucrânia de ataques diários com drones contra Moscou
Paralelamente, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Ucrânia tem lançado ataques com drones contra Moscou praticamente todos os dias desde o início de 2026. Segundo autoridades russas, dezenas de drones estariam sendo interceptados regularmente pelas defesas aéreas da capital e de regiões próximas.
Esses ataques, embora nem sempre causem danos diretos, têm provocado interrupções temporárias em aeroportos e elevado o nível de alerta na capital russa. Caso confirmada, essa mudança representa uma escalada importante, levando o conflito de forma mais consistente ao coração político da Rússia.
Kiev não costuma comentar detalhes operacionais desse tipo, mantendo uma postura ambígua sobre ataques em território russo.
Trump questiona versão russa sobre ataque à residência de Putin
No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida uma das alegações mais sensíveis feitas recentemente pelo Kremlin: a de que a Ucrânia teria tentado atacar com drones a residência oficial do presidente Vladimir Putin.
Trump afirmou que, após avaliações de inteligência, não acredita que o ataque tenha ocorrido da forma descrita pela Rússia, sugerindo que Moscou pode estar exagerando ou distorcendo o episódio. A declaração enfraquece a narrativa russa e reforça a ideia de que a guerra da informação segue tão ativa quanto o confronto militar.
Uma guerra cada vez mais aérea — e simbólica
Os acontecimentos destes primeiros dias de 2026 deixam claro que a guerra entre Rússia e Ucrânia está cada vez mais marcada por:
- Ataques de longo alcance, especialmente com drones;
- Impacto direto sobre grandes centros urbanos, como Kiev e Moscou;
- Disputa intensa de narrativas, envolvendo líderes globais e a opinião pública internacional.
Mais do que ganhos territoriais imediatos, ambos os lados parecem buscar efeitos psicológicos, políticos e estratégicos, levando o conflito a uma dimensão mais ampla e complexa.
Conclusão
O novo ano começa sem sinais de trégua. Pelo contrário: a escalada aérea, as mortes de civis e o envolvimento direto de lideranças internacionais indicam que o conflito caminha para um cenário prolongado, com riscos crescentes de expansão e consequências globais.
Enquanto isso, a população civil segue sendo a principal vítima de uma guerra que, cada vez mais, ultrapassa fronteiras físicas e entra no campo simbólico, político e informacional.
Vídeo no canal: https://youtu.be/H6Qzau7GLls
