A virada do ano foi marcada por uma nova escalada no conflito entre Rússia e Ucrânia. Ataques com drones e mísseis, trocas de acusações sobre mortes de civis e danos à infraestrutura energética mostram que, mesmo em datas simbólicas, a guerra segue avançando com força total — e com impacto direto sobre a população.
Rússia lança ataque massivo com drones contra infraestrutura energética
Na noite de Ano Novo, forças russas lançaram mais de 200 drones contra diversas regiões da Ucrânia, segundo autoridades de Kiev. O principal alvo foi a infraestrutura de energia, atingindo ao menos sete regiões do país, incluindo áreas longe da linha de frente.
Como consequência, dezenas de milhares de residências ficaram sem eletricidade, agravando a situação humanitária em pleno inverno europeu. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o ataque e afirmou que a ação comprova a estratégia russa de pressionar a população civil por meio de apagões e colapso dos serviços básicos.
Zelensky também reforçou o apelo para que aliados ocidentais acelerem a entrega de sistemas de defesa aérea, destacando que atrasos custam vidas e ampliam a vulnerabilidade do país.
Troca de acusações sobre ataques a civis
Paralelamente, Rússia e Ucrânia trocaram acusações graves sobre ataques contra civis. Moscou afirmou que drones ucranianos atingiram um hotel e um café em uma área controlada por forças russas na região de Kherson, resultando em dezenas de mortos e feridos, incluindo crianças. O Kremlin classificou o episódio como crime de guerra.
Kiev, por sua vez, não confirmou essas alegações e reiterou que suas operações têm caráter militar. Autoridades ucranianas destacam que a Rússia frequentemente utiliza narrativas desse tipo para justificar novos bombardeios e pressionar a opinião pública internacional.
Guerra entra no novo ano sem sinais de trégua
Os eventos do Ano Novo reforçam uma realidade já conhecida: não há sinais concretos de desescalada no conflito. Ataques aéreos de longo alcance, uso intensivo de drones e disputas narrativas seguem sendo instrumentos centrais da guerra.
Além do impacto militar, o custo humano permanece alto. Apagões prolongados, destruição de infraestrutura e o constante risco para civis mostram que a guerra não se limita aos campos de batalha — ela afeta diretamente a vida cotidiana de milhões de pessoas.
Conclusão
O início de 2026 deixa claro que o conflito entre Rússia e Ucrânia continua em um ciclo de escalada, com ataques cada vez mais sofisticados e consequências humanitárias profundas. Enquanto a diplomacia enfrenta dificuldades para avançar, a população civil segue pagando o preço mais alto de uma guerra que parece longe do fim.
Vídeo no canal: https://youtu.be/z8r-Td5N-gk
