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Rússia endurece discurso e amplia ofensiva enquanto acusações e negociações se intensificam

O fim de dezembro de 2025 trouxe novos capítulos decisivos na guerra entre Rússia e Ucrânia. Em poucos dias, o conflito foi marcado por acusações graves envolvendo o presidente russo, ordens diretas de intensificação militar, mudanças legais internas no Kremlin e exigências duras como condição para negociações de paz. O cenário reforça que, apesar das conversas diplomáticas em curso, a guerra segue em plena escalada.

Zelensky nega acusação de ataque à residência de Putin

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky negou categoricamente a acusação feita por Moscou de que a Ucrânia teria realizado um ataque com drones contra uma residência do presidente Vladimir Putin. Kiev classificou a narrativa russa como falsa e parte de uma estratégia para desestabilizar as negociações de paz, especialmente aquelas mediadas pelos Estados Unidos.

Zelensky afirmou que esse tipo de acusação surge justamente em momentos sensíveis do diálogo internacional, com o objetivo de criar tensão política e justificar novas ações militares por parte da Rússia.

Putin ordena aceleração da campanha militar no sul da Ucrânia

Enquanto as acusações ganhavam espaço no noticiário, Vladimir Putin se reuniu com comandantes militares e ordenou a intensificação da ofensiva russa no sul da Ucrânia, especialmente na região de Zaporizhzhia. Segundo autoridades russas, as tropas estariam avançando e se aproximando da capital regional, apesar da resistência ucraniana.

O discurso do Kremlin indica que Moscou segue priorizando ganhos territoriais mesmo diante de conversas diplomáticas, reforçando a estratégia de negociar a partir de uma posição de força no campo de batalha.

Rússia muda a lei para ignorar tribunais estrangeiros

Em paralelo à ofensiva militar, Putin sancionou uma mudança na legislação russa que permite ao país ignorar decisões de tribunais estrangeiros e cortes internacionais. A medida afeta diretamente processos ligados a crimes de guerra, sanções e investigações conduzidas por órgãos como o Tribunal Penal Internacional.

Na prática, a nova lei fortalece a postura de enfrentamento da Rússia frente ao sistema jurídico internacional e sinaliza que Moscou não pretende cooperar com iniciativas externas de responsabilização por ações cometidas durante a guerra.

Kremlin exige retirada ucraniana do Donbas como condição para a paz

No campo diplomático, o Kremlin afirmou que a Ucrânia deve retirar suas tropas das áreas do Donbas ainda sob seu controle caso queira avançar nas negociações de paz. A exigência foi apresentada como pré-condição para novos diálogos, incluindo uma possível conversa entre Putin e Donald Trump, que estaria sendo articulada nos bastidores.

Para Kiev, essa exigência equivale a uma rendição territorial, o que torna o avanço das negociações ainda mais difícil.

Conflito entra em fase de alta pressão política e militar

Os acontecimentos recentes deixam claro que o conflito Rússia-Ucrânia vive um momento de alta pressão simultânea:

  • no campo militar, com ofensivas ampliadas;
  • no campo político, com acusações estratégicas e exigências rígidas;
  • e no campo jurídico, com a Rússia se blindando contra decisões internacionais.

Mesmo com esforços diplomáticos em andamento, os sinais vindos de Moscou indicam que a guerra continua sendo o principal instrumento de pressão, enquanto a paz segue condicionada a termos extremamente favoráveis ao Kremlin.

Vídeo no canal: https://youtu.be/xxFkoXe-mp0

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