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Guerra na Ucrânia: ataques intensos, planos de paz contestados e nova crise diplomática

Os desdobramentos mais recentes da guerra na Ucrânia mostram um cenário cada vez mais complexo: ataques russos continuam devastando cidades, enquanto tentativas de negociação internacional enfrentam polêmicas, vazamentos e divergências entre as potências envolvidas. A seguir, um resumo claro do que aconteceu nos últimos dias — e por que isso importa.

Ataques russos voltam a atingir Zaporizhzhia

A cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, foi alvo de um ataque massivo com drones conduzido pela Rússia. As explosões provocaram incêndios, destruíram lojas, danificaram prédios residenciais e veículos e deixaram entre 7 e 12 feridos, segundo autoridades locais.

Equipes de emergência tiveram que atuar simultaneamente em diversos pontos da cidade para conter os danos.

Apesar da ofensiva, Zaporizhzhia — capital da região homônima — segue sob controle ucraniano, mesmo que grande parte do território ao seu redor esteja atualmente ocupado por forças russas. O ataque reforça a estratégia de pressão contínua de Moscou sobre áreas urbanas estratégicas.

Plano de paz dos EUA teria sido baseado em documento russo

Um dos pontos mais delicados da semana veio da diplomacia. De acordo com fontes citadas pela imprensa internacional, o plano de paz de 28 pontos apoiado pelos Estados Unidos teria sido inspirado em um documento não oficial elaborado pela própria Rússia.

Esse “non-paper” russo incluiria exigências que Kiev já havia rejeitado anteriormente, como concessões territoriais no leste do país e limitações severas nos seus meios militares — elementos vistos como altamente favoráveis aos interesses do Kremlin.

A revelação provocou forte reação negativa entre diplomatas, parlamentares e analistas. Diante da repercussão, partes do plano foram revisadas: cerca de nove dos 28 pontos originais teriam sido removidos ou modificados após conversas com Ucrânia e aliados europeus.

Ainda assim, o episódio gerou dúvidas sobre a imparcialidade e a estratégia diplomática dos EUA no conflito.

Vazamento de ligação entre autoridades gera nova crise diplomática

Outro elemento explosivo entrou no jogo: o vazamento de uma ligação telefônica entre Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, e Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin.

Na gravação, Witkoff supostamente orienta Ushakov sobre como Moscou deveria apresentar seu plano de paz a Donald Trump, sugerindo que havia alinhamento informal entre representantes russos e norte-americanos — algo extremamente sensível no atual contexto.

O Kremlin classificou a divulgação como um ato de “guerra híbrida”, alegando que foi uma tentativa de prejudicar o diálogo entre os dois países. Mesmo sem confirmar a autenticidade da gravação, Moscou disse que o caso será discutido diretamente com Witkoff.

Washington, por sua vez, afirma que apesar da polêmica, as negociações de paz continuam, e que Witkoff deve viajar a Moscou para novas conversas.

Conclusão: um tabuleiro dividido entre bombas e desconfiança

O momento atual da guerra mostra duas forças em choque:

  • No terreno, ataques como o de Zaporizhzhia comprovam que a Rússia mantém forte capacidade ofensiva e continua mirando cidades estratégicas.
  • Na diplomacia, planos de paz surgem cercados de controvérsias — seja pela possível influência russa sobre propostas americanas, seja pelo vazamento de conversas que abalam a confiança entre os envolvidos.

A Ucrânia segue pressionada: precisa lidar com destruição constante e, ao mesmo tempo, com negociações que muitas vezes não refletem plenamente seus interesses.

Por enquanto, não há sinais claros de avanço diplomático. O que se vê é um conflito prolongado, dividido entre violência crescente e acordos cada vez mais contestados.

Vídeo no canal: https://youtu.be/iNJe7HDHDbQ

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