A guerra na Ucrânia entrou em mais um capítulo tenso — tanto no campo de batalha quanto nas negociações internacionais. Nos últimos dias, ataques russos voltaram a atingir civis, enquanto bastidores diplomáticos revelam desacordos entre EUA, Europa e Moscou sobre como deveria ser um eventual plano de paz. A Ucrânia, por sua vez, segue em uma posição delicada: precisa se defender militarmente enquanto enfrenta pressões externas para aceitar concessões.
Ataques russos deixam mortos e reforçam clima de instabilidade
A Rússia lançou um ataque massivo com drones contra Kharkiv, uma das regiões mais vulneráveis de toda a guerra. O bombardeio matou quatro pessoas e feriu ao menos 12 — entre elas, crianças. Em Dnipropetrovsk, outro ataque matou duas civis.
Essas ofensivas mostram que Kharkiv continua sendo um dos pontos mais críticos do conflito. A mensagem é clara: Moscou ainda tem capacidade ofensiva elevada e não demonstra intenção de recuar.
Negociações em Genebra: propostas que dividem aliados
Enquanto bombas caem no leste da Ucrânia, em Genebra representantes dos EUA, Europa e Ucrânia discutem o esboço de um novo plano de paz ligado ao governo Trump.
A proposta inicial norte-americana pedia concessões territoriais da Ucrânia e limitações no seu poder militar — pontos extremamente sensíveis em meio a uma guerra de sobrevivência nacional. Em resposta, França, Alemanha e Reino Unido apresentaram uma contraproposta tentando equilibrar o acordo e proteger mais os interesses ucranianos.
No entanto, o simples fato de aliados do Ocidente discordarem sobre o formato do plano já revela como o momento é complexo.
Kremlin rejeita contraproposta europeia
Moscou descartou rapidamente a ideia europeia, chamando-a de “não construtiva”. Para o Kremlin, qualquer mudança envolvendo OTAN, fronteiras ou territórios é inaceitável.
Mesmo assim, alguns elementos do plano original dos EUA são considerados “aceitáveis” pela Rússia — desde que haja mais negociações. Putin reforçou um aviso direto: se Kiev não aceitar os termos discutidos, as forças russas continuarão avançando no campo de batalha.
Avanços militares no leste reforçam pressão sobre Kiev
E de fato, no terreno, as tropas russas continuam progredindo. Informações recentes indicam novos avanços na região de Pokrovsk, usando táticas de infiltração para romper posições ucranianas. Moscou também tenta consolidar áreas em Zaporíjia, ampliando sua presença estratégica no leste.
Panorama: a Ucrânia entre o campo de batalha e a mesa de negociações
O cenário geral mostra duas dinâmicas acontecendo ao mesmo tempo:
- A Rússia mantém forte capacidade militar e continua atacando civis.
- O Ocidente está dividido sobre qual deve ser o “formato” do acordo de paz.
No meio dessa pressão, a Ucrânia tenta equilibrar sua sobrevivência territorial com a exigência crescente de aceitar algum tipo de concessão.
Por enquanto, o conflito segue sem sinais reais de desescalada. O que se vê é mais violência, mais pressão diplomática e um futuro ainda muito incerto para qualquer acordo duradouro.
Vídeo no canal: https://youtu.be/u2j-HExUBXA
