Nos últimos dias, surgiu uma informação que movimentou tanto os bastidores da diplomacia quanto os mercados internacionais: segundo fontes citadas pela Reuters, os Estados Unidos teriam apresentado um novo plano de paz para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia — e esse plano envolve concessões duríssimas por parte de Kiev.
O que está sendo proposto?
Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, Washington estaria pressionando para que a Ucrânia aceite um acordo que inclui:
- Ceder parte do território atualmente reivindicado pela Rússia;
- Reduzir algumas capacidades militares, incluindo limitações no tamanho das Forças Armadas.
Ou seja, além de abrir mão de áreas que hoje estão no centro do conflito, a Ucrânia ainda teria que aceitar restrições que diminuem sua força militar no longo prazo.
A Ucrânia participou dessa negociação?
E aqui começa uma das maiores controvérsias.
A proposta, segundo essas fontes, teria sido discutida entre EUA e Rússia sem a participação direta do governo ucraniano. Isso levantou críticas e desconfiança, principalmente porque o país afetado — a própria Ucrânia — teria sido colocado de lado nas conversas preliminares.
Zelenskiy tenta retomar o controle da narrativa
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy está em viagem à Turquia para se reunir com o presidente Recep Tayyip Erdogan. O objetivo é tentar reativar um processo de negociação que seja mais favorável aos interesses ucranianos.
Além disso, está prevista uma reunião entre autoridades militares dos EUA e Kiev, o que indica que os ucranianos querem entender — e questionar — melhor o que está sendo colocado à mesa.
Por que esse plano apareceu agora?
O contexto é delicado:
- A Rússia avança em alguns pontos do leste;
- A situação política interna na Ucrânia está mais frágil;
- E muitos aliados ocidentais veem necessidade de “estabilizar” o conflito.
Para alguns analistas, esse plano é uma tentativa dos EUA de evitar uma escalada maior e de buscar um acordo “prático”, mesmo que duro para Kiev.
Para outros, é um sinal de desgaste do apoio ocidental à Ucrânia.
A reação internacional
Curiosamente, apesar da tensão política, os mercados reagiram de forma otimista: os títulos da dívida ucraniana subiram forte logo após as notícias.
Isso mostra que investidores enxergam a possibilidade de uma negociação real como um alívio — mesmo que ela envolva concessões.
E a Rússia?
Até agora, Moscou mantém suas exigências máximas:
- Controle sobre os territórios anexados;
- Garantia de que a Ucrânia não entrará na OTAN.
Ou seja: o plano americano ainda está longe de atender integralmente os interesses russos, mas é visto como uma aproximação.
Conclusão
O novo plano de paz dos EUA coloca a Ucrânia diante de um dilema difícil: aceitar concessões que mexem na soberania do país ou continuar uma guerra que já dura anos e continua drenando recursos, vidas e apoio internacional.
Nos próximos dias, as reuniões na Turquia e em Kiev devem deixar mais claro até onde a Ucrânia está disposta a ir — e quanto os EUA pretendem pressionar.
Se esse plano vai prosperar ou não, ainda é cedo para saber. Mas é um movimento que muda, e muito, o tabuleiro geopolítico.
Vídeo no canal: https://youtu.be/gIZs6k4haNU
