A guerra na Ucrânia entrou em mais uma fase de pressão dupla — militar e energética.
O Ministério da Defesa russo anunciou a captura da localidade de Danylivka, na região de Dnipropetrovsk, um ponto simbólico por representar o avanço das tropas russas em direção ao centro do país. Um vídeo divulgado pelas forças russas mostra uma bandeira de Moscou hasteada na cidade, reforçando o caráter propagandístico da conquista.
Ataques à infraestrutura: o outro campo de batalha
Enquanto isso, a Ukrenergo, principal empresa de energia da Ucrânia, confirmou novos ataques russos contra infraestruturas elétricas nas regiões de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Odessa.
Drones russos atingiram subestações e linhas de transmissão, provocando apagões locais e danos a equipamentos críticos. Segundo o balanço da Ukrenergo, técnicos já trabalham para restabelecer o fornecimento, mas o impacto reforça a vulnerabilidade do sistema ucraniano às ofensivas aéreas.
O significado estratégico
A tomada de Danylivka e os ataques simultâneos à rede elétrica mostram uma estratégia russa sincronizada: conquistar pequenos pontos territoriais enquanto desgasta a retaguarda ucraniana.
A ofensiva não se resume à frente de combate — ela visa enfraquecer a capacidade logística e energética do inimigo, reduzindo a resistência civil e militar ao longo do tempo.
Para quem acompanha a geopolítica global, o recado é claro:
a guerra moderna é híbrida — se trava com drones, energia, propaganda e moral.
Enquanto Moscou avança em solo, tenta também “apagar a luz” da Ucrânia.
Vídeo no canal: https://youtu.be/GoUV_Uc8l9s
