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Rússia testa míssil nuclear em meio a novo ataque sobre Kiev e críticas de Trump

A guerra entre Rússia e Ucrânia segue provocando repercussões militares e políticas em escala global. Nos últimos dias, uma nova onda de ataques russos sobre Kiev, o anúncio de um teste de míssil nuclear de longo alcance e declarações cruzadas entre Moscou e Washington reforçaram o clima de tensão internacional.

Ataque aéreo sobre Kiev deixa mortos e crianças feridas

Na madrugada de sábado (26), a Rússia lançou uma série de ataques aéreos contra a capital ucraniana, Kiev. De acordo com autoridades locais, três pessoas morreram e ao menos trinta e uma ficaram feridas, incluindo seis crianças. Destroços de armamentos russos atingiram um edifício de nove andares no distrito de Desnianskyi, provocando incêndios em diversos andares e danos severos à infraestrutura residencial.

O presidente Volodymyr Zelenskiy classificou o ataque como um “ato de terrorismo deliberado” e voltou a pedir sanções mais duras contra Moscou e seus aliados. O episódio reforça o impacto contínuo da guerra sobre a população civil, que segue sendo uma das maiores vítimas do conflito iniciado em 2022.

Moscou anuncia teste de míssil de cruzeiro nuclear “Burevestnik”

Enquanto os ataques continuam, o Ministério da Defesa russo anunciou o teste bem-sucedido do míssil de cruzeiro 9M730 Burevestnik, uma arma experimental alimentada por propulsão nuclear. Segundo o chefe do Estado-Maior russo, o míssil percorreu cerca de 14 mil quilômetros em 15 horas, demonstrando sua capacidade de voo prolongado e rotas imprevisíveis — características que o tornariam praticamente impossível de interceptar.

O teste, realizado a partir do arquipélago ártico de Novaya Zemlya, foi apresentado como uma resposta direta às iniciativas militares dos Estados Unidos e ao avanço do sistema de defesa antimísseis da OTAN. O Kremlin afirma que o desenvolvimento do Burevestnik integra uma estratégia de “dissuasão total”, reforçando o poder nuclear russo em tempos de incerteza global.

Trump critica Putin e pede fim da guerra

Em meio às notícias sobre o teste, o ex-presidente americano Donald Trump comentou o episódio, afirmando que Vladimir Putin deveria se concentrar em encerrar a guerra na Ucrânia, em vez de investir em novos armamentos. Em entrevista, Trump disse que “os Estados Unidos testam mísseis o tempo todo” e que não vê sentido em Moscou exibir esse tipo de poder “enquanto o mundo precisa de estabilidade”.

A fala ecoou entre aliados republicanos, que veem no conflito uma ameaça à economia global e à segurança energética. No entanto, o comentário também provocou reação direta do governo russo.

Resposta do Kremlin: “A Rússia age conforme seus próprios interesses”

Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia continuará a ser “guiada apenas pelos seus próprios interesses nacionais”. Segundo ele, o teste do Burevestnik não deve ser interpretado como uma provocação e não há motivo para que ele “cause estranhamento” nas relações com Washington.

Peskov reforçou que Moscou está no seu direito de testar novas tecnologias militares e que “qualquer tentativa externa de limitar a soberania russa será ignorada”.

Cenário e implicações globais

Esses quatro episódios — o ataque em Kiev, o teste do míssil nuclear, as críticas de Trump e a resposta do Kremlin — formam um retrato claro do atual impasse geopolítico.
Enquanto a Ucrânia tenta resistir à ofensiva russa e busca apoio internacional, Moscou aposta em demonstrações de poder e tecnologia para reafirmar seu papel como potência global.

Já nos Estados Unidos, as declarações de Trump evidenciam como a guerra da Ucrânia segue sendo um tema central na política americana, capaz de influenciar discursos e decisões estratégicas.

A combinação de agressões militares e exibições nucleares reacende temores de uma nova corrida armamentista, ao mesmo tempo em que civis continuam a pagar o preço do conflito em solo europeu.

Vídeo no canal: https://youtu.be/tY6343gC20Q

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